Evento “Resgatando Infâncias, construindo futuros” mobiliza sociedade no combate ao trabalho infantil

 
Na última quarta-feira (18), a Academia Brasileira de Letras (ABL) sediou o evento “Resgatando Infâncias, Construindo Futuros”, em alusão ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, 12 de junho. Promovido pelo Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil do Rio de Janeiro (Fepeti-RJ), do qual o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) faz parte, o encontro reuniu autoridades e especialistas no tema. 
 
Representando o MPT, estiveram presentes a subprocuradora-geral do Trabalho aposentada, Maria Vitória Sussekind, a procuradora do MPT-RJ, Elisiane dos Santos, e a procuradora do MPT em São Paulo, Ana Elisa Segatti, que palestrou no evento. 
 
 
A iniciativa integra a Campanha Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Infantil em parceria com o MPT, a Defensoria Pública, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), a Prefeitura do Rio, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do RJ (SEDSODH), o CIEE, entre outras instituições.
 
 
Na mesa de abertura do evento, estiveram presentes o superintendente geral do CIEE, Luiz Coppola; o integrante da coordenação colegiada do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil do Rio de Janeiro (Fepeti-RJ), Deildo dos Santos; a coordenadora estadual do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da SEDSODH, Letícia Diniz; e a secretária municipal de Assistência Social da SMAS, Marta Rocha.
 
A procuradora Ana Elisa Segatti iniciou os painéis com o tema “Desconectar para conexões reais: o trabalho infantil nas mídias sociais”. Durante sua palestra, convidou à reflexão sobre os conteúdos produzidos por crianças na internet, destacando que, muitas vezes, o que parece ser uma manifestação espontânea e uma brincadeira acaba se tornando uma obrigação, especialmente em plataformas que remuneram conforme o número de curtidas ou visualizações.
 
 
Ana Elisa também mencionou a Recomendação nº 139/2022, aprovada pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça, com o objetivo de orientar magistrados na concessão de autorização para a participação de crianças e adolescentes em ensaios, espetáculos públicos e concursos. Além disso, ressaltou que a legislação brasileira dispõe de diversos instrumentos legais que atuam de forma protetiva, estabelecendo barreiras contra a exploração laboral de crianças e adolescentes.
 
Em seguida, foi apresentado o segundo painel, “Influenciar para proteger: vivências da rede no enfrentamento ao trabalho infantil nas mídias sociais”, que abordou as ações desenvolvidas para a erradicação do trabalho infantil, incluindo as leis e o Estatuto da Criança e do Adolescente como instrumentos nesse combate. Na sequência, o terceiro painel, “Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil: fluxos nacionais de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de trabalho infantil”, que exemplificou como ocorre o encaminhamento dessas denúncias.
 
Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023 o Brasil contabilizou cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil.
 
O levantamento também aponta que 586 mil desses jovens estavam envolvidos nas piores formas de trabalho infantil, o que representa riscos elevados à saúde, segurança e desenvolvimento. No estado do Rio de Janeiro, houve um aumento expressivo no número de casos, que passou de 34.056 em 2022 para 40.768 em 2023, um acréscimo de 6.712 ocorrências.
 
Assessoria de Comunicação • Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ)
(21) 2517-6539//6541 • (21) 99423-7936
prt01.ascom@mpt.mp.br  | prt1.mpt.mp.br
 

Imprimir