Procurador-chefe do MPT-RJ destaca ações da Regional no combate ao trabalho análogo à escravidão
O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), Fabio Goulart Villela, explicou, em entrevista ao RJTV 2ª Edição, da InterTV, a atuação da instituição no combate ao trabalho análogo à escravidão. A reportagem destaca que, nos últimos 30 anos, o município de Campos dos Goytacazes tem liderado os resgates de trabalhadores em condições degradantes de trabalho.
Os dados apresentados são da plataforma SmartLab, iniciativa do MPT em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) que permite o mapeamento e monitoramento dos déficits de trabalho decente em todas as dimensões a partir da análise de dados públicos coletados e organizados.
De acordo com a plataforma, entre os anos de 1995 e 2014, foram registrados 982 resgates de pessoas em situação análoga à escravidão no município de Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro. Esse número equivale a mais de 50% dos resgates realizados em todo o estado fluminense.
Fabio Villela destacou dois pilares da atuação do MPT no combate ao trabalho análogo à escravidão, a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CONAETE), que coordena ações de prevenção e repressão a essas violações, e o projeto Ação Integrada, em parceria com a Cáritas Arquidiocesana, voltado ao pós-resgate das vítimas.
‘’O nosso desafio não é só combater, é também de forma articulada o pós-resgate, o acolhimento, e tentar formas de inclusão social com o projeto da nossa regional, muito importante, a Ação Integrada, que fornece psicólogos, custos com hospedagem (...) e não só acolher, mas também buscar parcerias para recolocação dessas pessoas e sua inclusão laboral.’’ afirmou o procurador-chefe.
Assessoria de Comunicação • Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ)
