MPT-RJ participa de palestra sobre prevenção de fatores de riscos psicossociais e promoção da saúde mental no trabalho

Evento teve como tema central as atualizações recentes da Norma Regulamentadora nº 1
 
Representando o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), as procuradoras do Trabalho Katiesla dos Santos Costa e Mariana Pereira Magalhães, da Procuradoria do Trabalho no Município (PTM) de Campos, ministraram, na última segunda-feira (05/05), a palestra “Prevenção de Fatores de Riscos Psicossociais e Promoção da Saúde Mental no Trabalho”.
 
O evento foi promovido pela Fundação Benedito Pereira Nunes (FBPN), responsável pelo Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), pela Faculdade de Medicina de Campos (FMC) e pelo Centro de Saúde Escola Custodópolis (CSEC), e coordenado pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). A palestra foi realizada no auditório do Hospital Escola Álvaro Alvim e contou com a participação dos líderes de setores da FBPN, HEAA, FMC e CSEC.
 
 
O foco da palestra foi a discussão sobre as recentes atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), implementadas em agosto de 2024. As alterações promovidas trazem ajustes significativos no que diz respeito à segurança e saúde no trabalho, com ênfase para o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Entre as principais mudanças, destaca-se a inclusão dos riscos psicossociais, como o estresse, o assédio e a sobrecarga de trabalho, fatores que impactam negativamente a saúde física e emocional dos trabalhadores. A partir dessas atualizações, torna-se obrigatória a adoção de medidas preventivas por parte das empresas, com o objetivo de preservar a saúde mental e o bem-estar dos funcionários.
 
Durante a apresentação, também foram discutidos aspectos relacionados à estrutura organizacional, à forma de gestão, ao ambiente laboral e às relações interpessoais que influenciam diretamente a saúde mental no trabalho. As procuradoras destacaram que fatores como exigências excessivas, limitação da autonomia, ausência de suporte social e práticas como o assédio moral podem contribuir significativamente para o surgimento de quadros de ansiedade, depressão e esgotamento profissional. Esses elementos, agora reconhecidos como riscos psicossociais pela NR-1, reforçam a necessidade de medidas preventivas no contexto das novas exigências do PGR.
  
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